Operação contra tráfico de drogas prende grupo que comprava maconha por meio de consórcio, em GO e MS

Operação contra tráfico de drogas prende grupo que comprava maconha por meio de consórcio, em GO e MS
Karoline B.T. Serafim

Operação Plenus revelou esquema que reunia recursos entre traficantes para compra de drogas em preço de atacado. Mais de 10 mandados de prisão foram cumpridos.

Uma operação da Polícia Civil, com o apoio da Polícia Militar, desarticulou, nesta terça-feira (13), um grupo suspeito de comprar grandes quantidades de maconha por meio de um consórcio entre traficantes, em Goiás e no Mato Grosso do Sul. Segundo a corporação, 13 mandados de prisão foram cumpridos, além da apreensão de mais de duas toneladas de droga.

De acordo com o delegado Vinícius Teles, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), o objetivo do consórcio era juntar dinheiro para adquirir a droga em quantidade maior e com preço de atacado. Segundo o investigador, a quadrilha era organizada em dois núcleos, que tinham divisões de trabalho definidas.

“Todos eles eram traficantes, que formavam este consórcio para facilitar a compra e aumentar os rendimentos. Entre eles havia o núcleo goiano, formado pela maior parte de integrantes do consórcio. O líder do grupo em Goiás reunia os recursos, negociava com um fornecedor no Mato Grosso do Sul e a maconha era trazida para Goiânia por transporte terrestre”, afirmou.

A Operação Plenus foi deflagrada na manhã desta terça-feira e cumpriu 11 mandados de prisão em Goiânia, Cezarina, Indiara, um em Campo Grande e outro em Ponta Porã (MS). De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram há 6 meses com o apoio do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope).

O Bope foi responsável por fazer a primeira apreensão de drogas da operação, em abril deste ano, quando um carregamento de 800kg de maconha foi identificado e apreendido no Jardim Guanabara, na região norte da capital.

“Recebemos a informação que a carga estaria vindo para Goiânia, e através desta informação fizemos o contato com a Denarc e, a partir daí, iniciou-se o monitoramento, que culminou na apreensão da droga. Na posse de todas as informações, repassamos para a delegacia, que deu continuidade à investigação”, contou o tenente Valdivino Marques Neto.

A segunda apreensão foi feita em Jataí, na região sudoeste do estado, no último dia 13 de maio, quando a Polícia Civil encontrou mais de uma tonelada de maconha sendo transportada para a capital goiana.

Durante o cumprimento dos mandados, nesta manhã, a corporação apreendeu ainda outros 700kg de maconha, em Ponta Porã.

Quadrilha

Segundo a Polícia Civil, o núcleo da quadrilha em Goiás era comandado por José Humberto Vieira Ataíde Júnior, que negociava a compra da droga com Geraldo de Oliveira Santos, apontado como o fornecedor. Os recursos eram reunidos por José Humberto por meio de um consórcio feito com outros traficantes.

“O grupo, aqui coordenado por José Humberto, angariava um determinado valor com os traficantes e ia até o fornecedor geral em Ponta Porã, realizava o pagamento. Outro grupo era responsável pelo transporte da droga, trazia até Goiânia e outra pessoa guardava para a distribuição. Era uma organização criminosa com divisão de tarefas”, explicou o delegado.

O consórcio de traficantes, de acordo com o delegado, era composto por Emival Sales Gomes, Romes José Franco, Adalberto Alves Cordeiro, Rafael Rodrigues Lemos de Miranda, Valdeire Aires da Silva e Johnn Kennedy da Silva Filho.

As investigações apontaram Veridelber Leonardo do Nascimento como responsável pela guarda da droga em Goiânia. Já o transporte da droga para Goiás era feito, segundo a polícia, por Larry Cris Vieira de Moura, Edimar da Silva de Medeiros, Wagner de Oliveira Quadros, Matheus Reis da Silva e Uelton dos Santos Moncão. Matheus e Uelton continuam foragidos.

O delegado afirma que, apesar das apreensões acontecerem em várias cidades, o foco da quadrilha era a venda de maconha na Região Metropolitana de Goiânia. A polícia investiga se o grupo também vendia droga para outros estados.

“É possível que haja uma distribuição de droga para outros estados. Mas o que apuramos de concreto nos autos é que era Goiânia e Região Metropolitana, gerando um faturamento médio de R$ 600 mil por mês para o grupo”, revelou.

Fonte:G1