Dois casos suspeitos da doença que deixa a urina preta são investigados em Pernambuco
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Pacientes foram internados em hospital no Recife, mas um recebeu alta. Notificações foram recebidas nesta terça (1º) e na segunda (31) pelos órgãos estadual e municipal de saúde, respectivamente.

Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) foi comunicada nesta terça-feira (1º) sobre a ocorrência de dois casos de ‘mialgia aguda a esclarecer’, registrados no Real Hospital Português (RHP), no Recife. Na segunda (31), a Secretaria de Saúde do Recife foi notificada, mas classificou os casos como suspeitos de Síndrome de Haff, doença cuja maioria dos casos é associada à intoxicação pelo consumo de peixe e caracterizada por dores musculares e pela urina escura.
De acordo com a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro), os dois internados são um casal que consumiu o peixe arabaiana, também conhecido como olho de boi. Procurada pelo G1, a unidade de saúde informou que um deles recebeu alta, sem especificar a data da liberação médica. O outro permanece internado no hospital. A idade deles não foi divulgada.

São três os principais sintomas da mialgia aguda (Foto: Infográfico G1)

Após a notificação dos dois pacientes, a SES informou que entrou em contato com o Ministério da Saúde para discussão do caso. A unidade de saúde em que os pacientes foram internados também foi orientada sobre a coleta de material diagnóstico dos pacientes, a ser encaminhado para análises no Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE).
A Secretaria de Saúde do Recife também vai encontrar os pacientes para coletar dados e investigar os dois prontuários. As equipes responsáveis pela análise, segundo a pasta, também aguardam resultados de exames laboratoriais realizados pelo hospital.
Ainda de acordo com o órgão municipal, a Vigilância Sanitária informa que fiscaliza a qualidade dos pescados comercializados no Recife. A fiscalização da produção, no entanto, é de responsabilidade da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro).
Por meio de nota enviada ao G1, a Adagro explicou que o peixe consumido pelo casal não é caracterizado como animal de produção, ‘sendo encontrado apenas no mar aberto e em águas profundas, próximo a ilhas oceânicas e muito raramente nas proximidades da costa’. Por ser um animal proveniente da pesca extrativista, o órgão afirmou não ter a responsabilidade de fiscalizar essa área.

A agência ainda menciona que, durante uma investigação epidemiológica semelhante sobre um surto de mialgia aguda, ocorrida na Bahia, houve ‘apenas uma cogitação de que a enfermidade tenha sido transmitida pelo consumo do pescado’.
Outros casos no Brasil
Em janeiro, na Bahia, foram registrados 64 casos suspeitos da doença no período entre 14 de dezembro de 2016 e 24 e janeiro deste ano. Um homem que apresentava sintomas faleceu no estado no dia 31 de dezembro do ano passado. Também em janeiro, o Ceará registrou cinco pessoas com sintomas da ‘doença da urina preta’.

Fonte: G1